Caraca, QUE SAUDADE!
Por um bom tempo, eu pensei que não voltaria a movimentar esse blog, muito menos esse WWW que teima, mesmo inconstante, em continuar.
Talvez você conheça a Capins da Terra antes mesmo de saber meu nome. Ou talvez você tenha chegado há pouco e, por isso, saiba meu nome, mas não o porquê de o meu arroba ser seguido por “capins”…
Mas o que importa é que você chegou até aqui por algum motivo e, de alguma forma, há um certo interesse no que eu produzo ou já produzi um dia.
Pensei em várias formas de retomar os textos por aqui, e me reapresentar foi o caminho que mais me apeteceu. Até porque eu também estou me (re)conhecendo numa nova fase… ou seria numa velha fase? Hahaha.
Digo velha porque, curiosamente, parte desse momento tem sido justamente sobre retomar coisas que sempre fizeram parte de mim e que, durante alguns anos, acabaram ficando em segundo plano.
O esporte é uma delas.
A corrida voltou a fazer parte da minha vida com muito mais frequência e até a natação, depois de um hiato de nove anos, resolveu voltar pra rotina! O yoga e a meditação nunca chegaram a ir embora, mas também ganharam um lugar muito mais importante no meu dia a dia.
Então talvez essa fase não seja tão nova assim. Tem bastante de reencontro nela também.
E, falando em reencontro, chegamos à parte profissional, que talvez seja o que você de fato queira saber…
Eu fechei minha loja, a Capins da Terra, há dois anos e, de lá pra cá, muita coisa mudou. Inclusive a forma como passei a enxergar tudo o que construí e aprendi durante os seis anos em que estive à frente dela.
Nisso eu percebi que o portal que eu vivia dizendo que a Capins da Terra era pra vocês, na verdade, ela também estava sendo para mim!
Durante esses anos como dona de loja, precisei aprender e fazer um pouco de tudo: comunicar, fotografar, gravar, escrever, organizar eventos, criar experiências, negociar, me relacionar com o público, pensar produto, produzir conteúdo e por aí vai…
E, no meio disso tudo, fui entendendo melhor não só as habilidades que desenvolvi, mas principalmente aquilo que realmente gostava de fazer… e que tudo isso se reduzisse a vendas não era uma delas!
Eu gosto muito de trabalhar com a promoção do autocuidado e poderia culpar as estrelas facilmente, já que, no início do ano, fiz um mapa astral do trabalho (sim, isso existe) e ficou nítido o quanto há satisfação nesse fazer… Até mesmo depois que a grande indústria explorou tanto o termo a ponto de criar quase uma aversão a ele, insisto em continuar e dizer: há outros caminhos!
Sempre expressei através da Capins da Terra que autocuidado sem autoconhecimento é puramente alguém querendo te vender algo pra um problema que talvez nem exista ou nem seja seu. Sei também que, no final do dia, todo mundo precisa “levar o pão pra casa”, e foi justamente aí que a coisa começou a ficar complexa! Entre o que eu acreditava, o que eu queria construir e tudo o que era necessário para manter uma empresa funcionando, chegou um momento em que aquele formato simplesmente deixou de ser sustentável pra mim.
Foram seis anos muito importantes, bonitos, difíceis, interessantes e que me ensinaram PRA CARAMBA, mas chegaram ao fim (e doeu, sim! Rs).
A ideia, a princípio, era não utilizar mais o nome Capins da Terra. Depois pensei em mantê-lo para, num futuro mais estruturado, talvez retomar ainda no formato varejo. Só que a vida foi andando e, com o fim da loja, outras possibilidades profissionais começaram a ganhar mais espaço. De dois anos pra cá, experimentei alguns caminhos na publicidade, trabalhei com social media, continuei criando conteúdo e fui entendendo uma coisa que hoje parece mais óbvia: talvez eu não precisasse mudar completamente de profissão, mas entender em qual contexto eu quero fazer aquilo que já sei e gosto de fazer.
Afff… não tem jeito, né? O melhor caminho acaba sendo sempre voltar pra dentro da gente mesma, né?!? ❤
Eu continuo sendo profissional do chá. Fiz o curso de sommelier há dez anos e, desde então, nunca parei de aprender sobre esse vasto universo! Vieram + estudos, viagens, degustações, análises sensoriais, harmonizações, workshops, muita xícara de chá e uma curiosidade que, definitivamente, não diminuiu com o tempo.
Aliás, seguir curiosa é maravilhoso, já que o chá foi me levando para outros lugares, conhecimentos, pessoas e assuntos. E eu também fui estudar outras coisas, fiz cursos livres, explorei bebidas, sabores, comunicação e tudo aquilo que, por algum motivo, despertava em mim aquela coisa boa de “tô viva”sabe?!?!
O chá continua sendo um fio condutor muito importante de tudo isso… Só que ele não precisa mais estar dentro de um pacote sendo vendido pela Capins da Terra. Pode estar numa conversa sobre cultura, num workshop, numa viagem, numa receita, na história de quem produz ou simplesmente numa xícara muito boa que eu achei que vocês também deveriam conhecer.
Porque, no fim, a mesma curiosidade que me conduz nisso tudo que falei anteriormente, também me aproxima e me conecta ao esporte, yoga, meditação, arte, saúde, alimentação e a tantas outras formas de experimentar e pensar o bem-viver.
E é isso que eu quero que volte a ocupar este blog e também as minhas redes: compartilhar descobertas, produzir informação, contar histórias, indicar coisas que realmente gosto, apresentar pessoas e projetos interessantes e continuar criando através de textos, fotos e vídeos.
Profissionalmente, também quero estar cada vez mais perto disso. Continuar trabalhando com comunicação, conteúdo e mídias sociais, colaborando com marcas, empresas, instituições, projetos e pessoas com as quais faça sentido construir alguma coisa. Os eventos, workshops e experiências continuam por aqui também, porque eu adoro quando o digital consegue sair da tela e virar encontro de verdade.
Então a Capins da Terra não acabou. Ela continua como o organismo vivo que sempre foi.
Há chances de mudar de novo? OPA! E ainda bem, tá?!?!
Mas, por ora, essa sou eu: parte Flávia, parte Capins. Comunicadora, criadora de conteúdo, profissional do chá. Um corpo real em movimento, dentro e fora do digital, que continua acreditando e fazendo o possível para que a informação, a cultura, a autonomia e o cuidado sigam como agentes de transformação!
E talvez seja justamente essa mistura que faça mais sentido para o que a Capins está se tornando agora.
Então, se você chegou até aqui… obrigada!
Porque, independentemente do que te motivou a ler esse textão até o fim, ou simplesmente entrar aqui e pular logo para este trecho final 😂, existe alguma coisa no que eu faço que fez você colocar um pouco do seu tempo e da sua energia aqui.
Mais uma vez, obrigada.
E prazer!
Eu sou Flávia Barbosa, aka Capins da Terra.
Então fica, que ainda vai ter MUITO chá! ❤

